Há emprego. Falta sossego: o trabalho que paga o salário, mas não devolve o sono

O Brasil encerrou julho de 2026 com 972 mil novos postos formais criados no acumulado do ano. O estoque de vínculos chegou a mais de 48 milhões e o salário médio real de admissão ficou em R$ 2.419,23. São números importantes e merecem ser reconhecidos. Afinal, emprego significa renda, alguma previsibilidade e a possibilidade de reorganizar a própria vida.

O brasil celebra sua independência, mas o que é liberdade?

O Sete de Setembro convida o Brasil a olhar além da soberania nacional e a confrontar os limites da autonomia na política, no trabalho e na vida cotidiana.

Todo Sete de Setembro, o Brasil volta a uma cena que aprendeu a reconhecer como origem: às margens do Ipiranga, um príncipe, um rompimento, uma promessa de futuro. A força dessa imagem atravessa gerações, organiza a memória nacional e nos oferece um vocabulário comum de pertencimento. Mas uma comemoração também pode se tornar uma maneira de evitar perguntas. Ao repetir que somos um país independente, corremos o risco de tratar a liberdade como assunto encerrado. A data merece uma interrogação mais exigente: o que a independência de uma nação permite que seus habitantes façam, escolham e sejam?

Quando as lojas fecham, para onde vão os trabalhadores?

O varejo brasileiro eliminou quase 46 mil empregos no primeiro semestre de 2026, justamente quando o país continuava criando vagas. O número pode parecer apenas mais um indicador econômico, mas revela uma transformação muito maior: o trabalho está mudando antes que parte dos trabalhadores tenha tempo de mudar com ele.

O brasil órfão de pai

A ausência paterna não começa na certidão sem um nome. Ela também se manifesta dentro de casas aparentemente completas e ajuda a revelar uma das feridas mais silenciosas da estrutura familiar brasileira.

Política no trabalho: entre a liberdade de expressão e os limites da empresa

Durante muito tempo, repetiu-se que política, religião e futebol não deveriam ser discutidos no ambiente profissional. Era uma espécie de pacto silencioso de convivência: determinados assuntos ficavam do lado de fora para que o trabalho pudesse seguir sem grandes conflitos. As redes sociais, no entanto, mudaram profundamente essa fronteira. A opinião que antes permanecia restrita a uma conversa entre amigos hoje pode alcançar colegas, clientes, fornecedores e lideranças em poucos minutos. Uma publicação feita fora do expediente pode repercutir dentro da empresa, assim como uma manifestação aparentemente pessoal pode ser associada à imagem da organização. Nesse novo cenário, empresas e trabalhadores enfrentam uma pergunta que já não admite respostas simplistas: até onde vai o direito de manifestação política do empregado e onde começa o poder da empresa de estabelecer limites?

Liderança Feminina: o avanço que ainda enfrenta resistências silenciosas

Março chega todos os anos lembrando uma história que começou muito antes das hashtags e das campanhas corporativas. O Mês da Mulher não nasceu como celebração simbólica. Nasceu como reivindicação por espaço, dignidade e reconhecimento. Mais de um século depois, a pergunta permanece atual: se as mulheres já provaram sua capacidade de liderança, por que ainda encontram tantos obstáculos para ocupar posições de decisão?

Escala 6×1: por que um modelo tão criticado ainda encontra aceitação na sociedade brasileira?

Imagine trabalhar seis dias seguidos e ter apenas um dia para descansar, cuidar da família, resolver a vida e tentar recuperar o fôlego. Para milhões de brasileiros, essa não é uma hipótese. É a rotina. A chamada escala 6×1, comum no comércio e nos serviços, voltou ao centro do debate público no Brasil, dividindo opiniões entre trabalhadores, empresários e legisladores. Embora a escala 6×1 seja amplamente criticada por seus impactos sociais e psicológicos, ela ainda encontra aceitação significativa na sociedade brasileira porque está profundamente enraizada na estrutura econômica, cultural e produtiva do país.