Quando as lojas fecham, para onde vão os trabalhadores?

O varejo brasileiro eliminou quase 46 mil empregos no primeiro semestre de 2026, justamente quando o país continuava criando vagas. O número pode parecer apenas mais um indicador econômico, mas revela uma transformação muito maior: o trabalho está mudando antes que parte dos trabalhadores tenha tempo de mudar com ele.

O BRASIL ÓRFÃO DE PAI

A ausência paterna não começa na certidão sem um nome. Ela também se manifesta dentro de casas aparentemente completas e ajuda a revelar uma das feridas mais silenciosas da estrutura familiar brasileira.

Política no trabalho: entre a liberdade de expressão e os limites da empresa

Durante muito tempo, repetiu-se que política, religião e futebol não deveriam ser discutidos no ambiente profissional. Era uma espécie de pacto silencioso de convivência: determinados assuntos ficavam do lado de fora para que o trabalho pudesse seguir sem grandes conflitos. As redes sociais, no entanto, mudaram profundamente essa fronteira. A opinião que antes permanecia restrita a uma conversa entre amigos hoje pode alcançar colegas, clientes, fornecedores e lideranças em poucos minutos. Uma publicação feita fora do expediente pode repercutir dentro da empresa, assim como uma manifestação aparentemente pessoal pode ser associada à imagem da organização. Nesse novo cenário, empresas e trabalhadores enfrentam uma pergunta que já não admite respostas simplistas: até onde vai o direito de manifestação política do empregado e onde começa o poder da empresa de estabelecer limites?

Liderança Feminina: o avanço que ainda enfrenta resistências silenciosas

Março chega todos os anos lembrando uma história que começou muito antes das hashtags e das campanhas corporativas. O Mês da Mulher não nasceu como celebração simbólica. Nasceu como reivindicação por espaço, dignidade e reconhecimento. Mais de um século depois, a pergunta permanece atual: se as mulheres já provaram sua capacidade de liderança, por que ainda encontram tantos obstáculos para ocupar posições de decisão?

Escala 6×1: por que um modelo tão criticado ainda encontra aceitação na sociedade brasileira?

Imagine trabalhar seis dias seguidos e ter apenas um dia para descansar, cuidar da família, resolver a vida e tentar recuperar o fôlego. Para milhões de brasileiros, essa não é uma hipótese. É a rotina. A chamada escala 6×1, comum no comércio e nos serviços, voltou ao centro do debate público no Brasil, dividindo opiniões entre trabalhadores, empresários e legisladores. Embora a escala 6×1 seja amplamente criticada por seus impactos sociais e psicológicos, ela ainda encontra aceitação significativa na sociedade brasileira porque está profundamente enraizada na estrutura econômica, cultural e produtiva do país.

Transição de carreira não é fracasso. É ESTRATÉGIA

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer, quase sussurrando, “estou pensando em mudar de área”, como se estivesse confessando um erro imperdoável? Segundo dados da consultoria global de carreira da LinkedIn Workforce Report, mais de 60% dos profissionais brasileiros consideram uma mudança significativa de carreira antes dos 45 anos. E ainda assim, a narrativa dominante é a do medo.

Ler também é um ato de coragem no mundo do trabalho

Quando foi a última vez que você leu um livro sem culpa? Sem pensar em produtividade, metas, entregas ou notificações piscando na tela. Vivemos um tempo curioso. Nunca se falou tanto em saúde mental e, paradoxalmente, nunca estivemos tão exaustos emocionalmente no trabalho. Dados recentes de pesquisas globais apontam que mais de 60% dos profissionais relatam sintomas frequentes de ansiedade relacionados à vida profissional, e quase metade afirma dificuldade de concentração e presença constante de pensamentos acelerados. O excesso de estímulos nos roubou algo essencial: a capacidade de estar inteiro em uma experiência. É aqui que a leitura entra. Não como passatempo. Mas como travessia.