Caros leitor,
Você já parou para pensar que, talvez, uma colega de trabalho ao seu lado neste momento esteja vivendo violência? No Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 1 em cada 4 mulheres sofreu algum tipo de violência no último ano. E, a cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio. Muitas vezes, o agressor é alguém próximo, o que transforma o local de trabalho em um dos raros espaços de respiro para essas vítimas. A tese é simples e inegociável: a violência contra a mulher não fica do lado de fora da empresa e o ambiente corporativo precisa ser parte ativa da solução.
A violência atravessa a porta da empresa Os sinais podem ser sutis: prazos perdidos, afastamento de colegas, mudanças no comportamento, roupas longas em dias de calor, justificativas improváveis para ferimentos ou ausências. Esses indícios, somados, revelam que a violência doméstica e de gênero não é um problema “privado” ela afeta a saúde mental, a produtividade e até a permanência das mulheres no mercado de trabalho. Ignorar esses sinais é perpetuar o ciclo de silêncio que protege agressores e isola vítimas.
O papel das empresas na prevenção e acolhimento O enfrentamento à violência de gênero dentro das organizações não se resume a posts de conscientização no Instagram. É preciso ação prática e contínua:
- Conscientização de todo o time: ir além do público feminino, incluindo homens nas conversas sobre masculinidade saudável, empatia e prevenção.
- Canais de escuta seguros: líderes e RH preparados para ouvir com sigilo, acolher e encaminhar a vítima para apoio jurídico, psicológico e medidas protetivas.
- Cultura de equidade: salários iguais para funções equivalentes, promoção justa, tolerância zero para piadas e comentários machistas, e segurança para denunciar.
Exemplos de quem já está fazendo Empresas como Magazine Luiza, Natura e Banco do Brasil já implantaram protocolos internos de acolhimento, afastamento remunerado e rodas de conversa para multiplicar a conscientização. Essas ações demonstram que não se trata de assistencialismo, mas de responsabilidade corporativa. A Organização Mundial da Saúde reconhece a violência de gênero como questão de saúde pública, e isso inclui o impacto na vida profissional.
Recursos que toda empresa pode divulgar
- Aplicativo PenhaS – conecta mulheres a redes de apoio e permite registrar alertas de perigo.
- Central de Atendimento à Mulher – 180 – canal gratuito e sigiloso disponível 24 horas.
A maior parte da nossa vida adulta é vivida no trabalho. É ali que muitas mulheres tentam seguir com dignidade, mesmo enfrentando medo e dor. O silêncio institucional tem consequências e o compromisso corporativo não pode se limitar a agosto. A pergunta que fica para líderes e empresas é direta: você vai continuar olhando para o lado ou vai fazer parte da rede de apoio?
Na sua opinião, qual é a primeira ação que uma empresa deveria adotar para apoiar colaboradoras vítimas de violência? Compartilhe sua visão nos comentários e ajude a ampliar essa conversa.
Obrigada por chegar aqui e até a próxima,
Fabiana Santiago – Se conecte comigo!
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