A IA já ensaia conversas difíceis com líderes. O que isso revela sobre a fragilidade da gestão humana?

Durante décadas, as empresas investiram fortunas na formação de gestores. Criaram universidades corporativas, programas de desenvolvimento de lideranças, avaliações de competências, treinamentos de feedback, cursos de comunicação, modelos de gestão de conflitos e incontáveis metodologias destinadas a ensinar alguém a liderar melhor. Apesar de toda essa evolução, há uma competência aparentemente elementar que continua causando enorme desconforto dentro das organizações: conversar. Não conversar sobre amenidades, projetos ou indicadores, mas sustentar aquelas conversas nas quais alguma coisa importante está verdadeiramente em jogo.

O Futuro do Trabalho não é digital: É HUMANO, FÍSICO E ESSENCIAL

Existe uma ironia elegante rondando o mercado de trabalho. Enquanto celebramos a inteligência artificial como o ápice da sofisticação intelectual, quem pode sair ganhando são justamente as profissões que nunca couberam em uma planilha nem em uma tela. E aqui faço coro, com convicção, à leitura provocadora de Elon Musk.